Referência · GEO 365

Glossário de GEO e AI Search

O Glossário de GEO reúne definições curtas e com fontes oficiais dos principais termos de GEO (Generative Engine Optimization) e de buscas com inteligência artificial. Cada termo traz definição, explicação, exemplo e fontes, para entender como os conteúdos são encontrados, usados e citados por buscadores e assistentes de IA.

Aqui, GEO significa Generative Engine Optimization e não tem relação com geografia.

90 termos

A

Busca com IA

AEO

Também: Answer Engine Optimization, Otimização para mecanismos de resposta

AEO (Answer Engine Optimization) é um termo de mercado para as práticas que buscam fazer um conteúdo ser usado como resposta direta por buscadores e assistentes, como em featured snippets, assistentes de voz e respostas de IA.

Ler explicação

AEO e GEO se sobrepõem: os dois falam de ser escolhido como fonte de uma resposta, e não só aparecer numa lista de links. Não há definição oficial nem um conjunto de técnicas reconhecido pelos buscadores.

O Google afirma que não é preciso fazer otimizações especiais para os recursos de IA: as boas práticas de SEO continuam valendo.

Exemplo: Responder a pergunta principal logo no primeiro parágrafo de uma página é uma prática associada a AEO.

Página completa: AEO →

Fundamentos de IA

Agente de IA

Também: AI agent, Agente

Agente de IA é um software que usa um modelo de linguagem para entender um pedido, planejar e executar ações em nome do usuário, como buscar informações, preencher formulários ou usar outras ferramentas.

Ler explicação

Diferente de um chat que só responde, um agente pode agir: navegar em sites, consultar sistemas e encadear várias etapas até concluir a tarefa. Para sites, isso significa que robôs agindo a pedido de pessoas (como ChatGPT-User e Claude-User) podem visitar páginas para comparar, reservar ou comprar.

Exemplo: Um agente que pesquisa três hotéis, compara preços e monta um resumo para o usuário.

Página completa: Agente de IA →

Busca com IA

AI Mode

Também: Modo IA

AI Mode é o modo de busca do Google que responde com uma resposta completa gerada por IA e links para páginas de apoio. É indicado para perguntas que pedem exploração, raciocínio ou comparações mais complexas.

Ler explicação

Enquanto os AI Overviews aparecem dentro da página de resultados tradicional, o AI Mode é uma experiência própria, pensada para perguntas com várias etapas e para conversas com perguntas de acompanhamento.

O Google informa que AI Mode e AI Overviews podem usar modelos e técnicas diferentes, por isso as respostas e os links mostrados variam entre os dois. Ambos podem usar Query Fan-Out para buscar informações em subtemas e fontes diferentes.

As regras para uma página aparecer como link são as mesmas dos AI Overviews: estar indexada e apta a aparecer na Busca com snippet.

Exemplo: Uma pergunta como "qual a diferença entre MBA e mestrado profissional para quem quer mudar de área, considerando custo e tempo?" é o tipo de consulta para a qual o Google indica o AI Mode.

Página completa: AI Mode →

Busca com IA

AI Overviews

Também: Visão geral criada por IA

AI Overviews são resumos gerados por IA que o Google mostra no topo de alguns resultados de busca, com links para páginas que sustentam a resposta. Aparecem quando os sistemas do Google avaliam que o resumo acrescenta algo à busca tradicional.

Ler explicação

Segundo o Google, os AI Overviews ajudam a pessoa a entender rapidamente o essencial de um tema ou de uma pergunta complicada. Eles não aparecem em todas as buscas.

Para uma página aparecer como link de apoio, ela precisa estar indexada e apta a ser exibida na Busca com snippet. O Google diz que não há requisitos técnicos adicionais e que indexação e exibição não são garantidas.

Quem quiser limitar o uso do conteúdo pode usar os mesmos controles de snippet da Busca, como nosnippet, data-nosnippet, max-snippet ou noindex. O tráfego vindo desses recursos é contado no relatório de Desempenho do Search Console, no tipo de pesquisa Web.

Exemplo: Em uma busca como "como tirar mancha de café do sofá", o Google pode mostrar um resumo com os passos principais e, ao lado, links para as páginas usadas como apoio.

Página completa: AI Overviews →

Fundamentos de IA

Alucinação

Também: Hallucination, Alucinação de IA

Alucinação é quando um modelo de IA gera uma resposta que parece plausível, mas contém informação falsa apresentada como fato.

Ler explicação

Modelos de linguagem geram texto prevendo continuações prováveis, o que pode produzir afirmações erradas com aparência de certeza. Técnicas como grounding e RAG reduzem esse risco ao basear a resposta em fontes recuperadas, sem eliminá-lo.

Para marcas, alucinações podem atribuir preços, produtos ou fatos errados ao negócio. Conteúdo claro e atualizado no próprio site ajuda as IAs a encontrar a informação correta.

Exemplo: Um assistente que informa uma data de fundação errada para uma empresa está alucinando.

Página completa: Alucinação →

Dados e medição

Atribuição

Também: Attribution, Modelo de atribuição

Atribuição é a forma de dividir o crédito por uma conversão entre os canais e interações que levaram a ela. O modelo de atribuição define a regra dessa divisão.

Ler explicação

No GA4, o modelo baseado em dados distribui o crédito conforme os dados da própria conta. O modelo de último clique dá 100% do crédito ao último canal clicado. Como respostas de IA podem influenciar uma decisão sem gerar clique, parte dessa influência não aparece em nenhum modelo.

Exemplo: Uma pessoa conhece a marca numa busca orgânica e compra depois de clicar num e-mail: no último clique, o crédito vai todo para o e-mail.

Página completa: Atribuição →

B

Conteúdo e autoridade

Backlink

Também: Link externo, Link de entrada, Inbound link

Backlink é um link de outro site apontando para o seu. O Google usa links para descobrir páginas e como um dos sinais de relevância.

Ler explicação

Links conquistados naturalmente, porque o conteúdo é útil, são o que importa. Comprar ou vender links que passam crédito de ranking e fazer trocas excessivas de links violam as políticas de spam do Google.

Links pagos ou patrocinados são permitidos quando marcados com rel="sponsored" ou rel="nofollow".

Exemplo: Uma reportagem que cita uma pesquisa do seu site com link é um backlink.

Página completa: Backlink →

Fundamentos de IA

Banco de dados vetorial

Também: Vector database, Base vetorial

Banco de dados vetorial é um banco que guarda embeddings (vetores numéricos que representam o significado de textos, imagens ou outros dados) e encontra rapidamente os mais parecidos com uma consulta.

Ler explicação

É a peça que permite a busca por significado em sistemas de RAG: o texto da pergunta vira um vetor, e o banco devolve os trechos com vetores mais próximos. Para lidar com milhões de itens, usa técnicas de busca aproximada.

Exemplo: Um assistente de atendimento guarda os embeddings de todos os artigos de ajuda e busca os mais próximos da dúvida do cliente.

Página completa: Banco de dados vetorial →

Crawlers e acesso

Bingbot

Também: Robô do Bing

Bingbot é o robô que rastreia a web para o buscador Bing, da Microsoft.

Ler explicação

O Bingbot respeita o robots.txt, e a Microsoft oferece no Bing Webmaster Tools ferramentas para verificar se uma visita é mesmo dele. O Bing também aceita o IndexNow, um aviso direto de páginas novas ou alteradas.

# Regras específicas para o robô do Bing
User-agent: bingbot
Allow: /
Página completa: Bingbot →

Fundamentos de IA

Busca híbrida

Também: Hybrid search

Busca híbrida combina a busca por palavras exatas (como o algoritmo BM25) com a busca por significado (embeddings), para encontrar tanto termos específicos quanto conteúdos com sentido parecido.

Ler explicação

Embeddings capturam significado, mas podem falhar em termos exatos, como códigos, nomes de produtos ou siglas. A busca por palavras acerta esses casos. Juntas, retornam resultados mais completos e precisos.

Exemplo: Uma busca por "erro TS-999" acha o código exato pela busca por palavras e textos sobre o mesmo problema pela busca por significado.

Página completa: Busca híbrida →

Busca com IA

Busca zero clique

Também: Zero-click search, Zero clique

Busca zero clique é a busca que termina sem que a pessoa clique em nenhum dos resultados mostrados, porque a resposta já apareceu na própria página de resultados ou porque ela fez outra busca.

Ler explicação

O termo é usado por estudos de comportamento de busca, como os da SparkToro, para medir quantas buscas não geram visita a nenhum site. Respostas diretas, painéis de informação e resumos gerados por IA são exemplos de recursos que podem resolver a dúvida sem clique.

Como cada estudo define e mede "clique" de um jeito, os números variam bastante entre as fontes. Para um site, a consequência prática é que visibilidade e tráfego deixam de andar sempre juntos: uma página pode ser vista, ou citada numa resposta, sem receber a visita.

Exemplo: Alguém busca "fuso horário de Lisboa", lê a hora no topo da página de resultados e fecha a aba: é uma busca zero clique.

Página completa: Busca zero clique →

C

Conteúdo e autoridade

Canibalização de palavras-chave

Também: Keyword cannibalization, Canibalização

Canibalização de palavras-chave é quando várias páginas do mesmo site disputam a mesma busca com a mesma intenção, dividindo sinais e fazendo o buscador alternar entre elas.

Ler explicação

O termo é de mercado e o diagnóstico exige cuidado: várias páginas do mesmo site aparecendo para uma busca nem sempre é problema. Vale agir quando as páginas respondem à mesma pergunta e nenhuma se destaca. Nesses casos, juntar o conteúdo e redirecionar costuma resolver.

Exemplo: Dois artigos, "O que é GEO" e "GEO: definição", disputando a mesma busca.

Página completa: Canibalização de palavras-chave →

Conteúdo e autoridade

Cauda longa

Também: Long tail, Palavras-chave de cauda longa

Cauda longa são as buscas mais específicas e menos frequentes, geralmente com mais palavras. Cada uma tem pouco volume, mas juntas somam boa parte das buscas e costumam ter intenção mais clara.

Ler explicação

"Tênis" é uma busca curta e genérica; "tênis de corrida para pisada pronada até 500 reais" é de cauda longa. Conteúdos que respondem perguntas específicas tendem a disputar menos com sites grandes e a atrair quem já sabe o que quer.

Com as buscas conversacionais e as respostas de IA, consultas longas e detalhadas ficaram mais comuns.

Exemplo: O Gerador de Regex do GEO 365 ajuda a filtrar no Search Console as consultas com muitas palavras, que costumam ser de cauda longa.

Página completa: Cauda longa →

Busca com IA

ChatGPT Search

Também: Busca do ChatGPT

ChatGPT Search é o recurso de busca do ChatGPT, que consulta a web para responder com informação atual e links para as fontes. Para aparecer nele, o site precisa permitir o OAI-SearchBot no robots.txt.

Ler explicação

Segundo a OpenAI, sites que bloqueiam o OAI-SearchBot não aparecem nas respostas da busca do ChatGPT, embora ainda possam aparecer como links de navegação. Bloquear o GPTBot (treino) não afeta a busca.

Exemplo: Perguntar ao ChatGPT pelas notícias de hoje faz ele buscar na web e mostrar as fontes usadas.

Página completa: ChatGPT Search →

Fundamentos de IA

Chunk

Também: Trecho, Chunking, Fragmento

Chunk é um trecho menor em que um documento é dividido para ser indexado e recuperado por sistemas de RAG. Em vez da página inteira, o sistema busca e entrega ao modelo os trechos mais relevantes para a pergunta.

Ler explicação

Dividir a base em trechos permite comparar cada parte com a pergunta e caber na janela de contexto do modelo. Um trecho que perde o contexto (por exemplo, "o faturamento cresceu 3%" sem dizer de qual empresa) fica mais difícil de recuperar corretamente.

Para quem produz conteúdo, isso reforça o valor de seções autossuficientes: cada parte deve fazer sentido sozinha.

Exemplo: Um artigo longo pode ser dividido em trechos de alguns parágrafos, cada um com seu subtítulo.

Página completa: Chunk →

Busca com IA

Citabilidade

Também: Citability, Potencial de citação

Citabilidade é o quanto um conteúdo é fácil de ser encontrado, entendido e usado como fonte numa resposta gerada por IA. É um conceito de mercado, sem definição oficial dos buscadores.

Ler explicação

Na prática, associa-se a sinais como: resposta direta logo no início, seções que fazem sentido sozinhas, dados com fonte, autoria clara e página acessível aos robôs de busca. Nenhum desses sinais garante citação.

O GEO 365 trata essas práticas como hipóteses a testar, não como regras comprovadas.

Exemplo: Uma página que define o termo na primeira frase e cita a fonte oficial tende a ser mais fácil de citar do que uma introdução longa sem fontes.

Página completa: Citabilidade →

Busca com IA

Citação em IA

Também: Link de apoio, Fonte citada

Citação em IA é quando uma resposta gerada por inteligência artificial mostra um link ou menção a uma página usada como fonte. Nos recursos de IA do Google e na busca do ChatGPT, as citações aparecem como links para os sites que sustentam a resposta.

Ler explicação

O Google descreve que as respostas de IA na Busca mostram links clicáveis e em destaque para páginas que sustentam a informação. Para ser um desses links, a página precisa estar indexada e apta a aparecer na Busca com snippet.

Na OpenAI, aparecer na busca do ChatGPT depende de o site permitir o OAI-SearchBot no robots.txt.

Ser citado não é o mesmo que ser mencionado: uma marca pode ser citada pelo nome sem link, e uma página pode servir de fonte sem que a marca seja destacada. Medir citações ainda depende de ferramentas e métodos sem padrão definido.

Exemplo: Numa resposta do AI Mode sobre "como escolher um MBA", os links mostrados ao lado do texto são as citações.

Página completa: Citação em IA →

Crawlers e acesso

ClaudeBot

Também: Robô da Anthropic

ClaudeBot é o robô da Anthropic que coleta conteúdo da web que pode ser usado para treinar os modelos Claude. Bloqueá-lo no robots.txt indica que o conteúdo futuro do site deve ficar fora do treinamento.

Ler explicação

A Anthropic usa robôs separados para cada finalidade: ClaudeBot (treino), Claude-SearchBot (melhorar a qualidade das respostas de busca) e Claude-User (acessar páginas quando um usuário pede). Cada um pode ser liberado ou bloqueado separadamente, e a regra precisa ser repetida em cada subdomínio.

Exemplo: Bloquear o ClaudeBot e liberar o Claude-SearchBot mantém o site disponível para as buscas do Claude sem ceder conteúdo para treino.

Página completa: ClaudeBot →

Dados e medição

Cliques

Também: Clicks

Clique, no Search Console, é cada vez que alguém clica num resultado da Pesquisa Google e vai para o seu site.

Ler explicação

Cliques mostram o tráfego que a busca de fato gerou. Com respostas de IA e resultados que resolvem a dúvida na própria página, uma página pode ganhar impressões sem ganhar cliques.

Exemplo: Um artigo citado num AI Overview pode ser visto muitas vezes e receber poucos cliques.

Página completa: Cliques →

SEO técnico

CLS

Também: Cumulative Layout Shift

CLS (Cumulative Layout Shift) é a métrica de Core Web Vitals que mede a estabilidade visual: quanto o conteúdo da página "pula" de lugar enquanto carrega. O bom é até 0,1.

Ler explicação

Mudanças inesperadas de layout acontecem quando imagens sem dimensões definidas, anúncios ou fontes carregam depois do texto e empurram o conteúdo. Definir largura e altura de imagens e reservar espaço para elementos que carregam depois reduz o CLS.

Exemplo: Você vai tocar num link e o texto desce porque uma imagem terminou de carregar acima dele: isso é mudança de layout.

Página completa: CLS →

Conteúdo e autoridade

Cluster de conteúdo

Também: Topic cluster, Cluster de tópicos

Cluster de conteúdo é um grupo de páginas sobre o mesmo tema, organizado em torno de uma página principal (página pilar) e ligado por links internos, cobrindo os subtemas de um assunto.

Ler explicação

É uma forma de organizar o site, não um recurso dos buscadores: não há definição oficial. A ideia é cobrir o assunto de forma completa e deixar clara a relação entre as páginas.

Com o Query Fan-Out, em que a IA busca vários subtemas de uma pergunta, ter páginas claras para cada subtema pode aumentar as chances de o site ser encontrado em mais de uma das buscas.

Exemplo: Uma página pilar sobre GEO ligada a páginas sobre AI Overviews, robots.txt para IA e citações em IA.

Página completa: Cluster de conteúdo →

Dados e medição

Consent Mode

Também: Modo de consentimento, Consent Mode v2

Consent Mode é o recurso do Google que ajusta o comportamento das tags de medição e anúncios conforme o consentimento do visitante. Sem consentimento, a coleta é limitada.

Ler explicação

Ele controla quatro tipos de consentimento: analytics_storage, ad_storage, ad_user_data e ad_personalization. No modo básico, as tags só carregam depois da escolha no banner; no avançado, carregam antes com tudo negado e se ajustam depois.

Exemplo: Neste site, só o analytics_storage pode ser liberado, quando o visitante aceita no banner; publicidade fica sempre negada.

Página completa: Consent Mode →

Dados e medição

Consultas anonimizadas

Também: Anonymized queries

Consultas anonimizadas são buscas que o Search Console não mostra no relatório de Desempenho para proteger a privacidade de quem buscou, geralmente por serem muito raras.

Ler explicação

Elas entram nos totais do gráfico, mas não aparecem na tabela de consultas. Por isso, a soma da tabela costuma ser menor do que o total, e filtros por consulta deixam essas buscas de fora.

Exemplo: Um site pode ter 1.000 cliques no total e ver só 800 distribuídos entre as consultas listadas.

Página completa: Consultas anonimizadas →

SEO técnico

Conteúdo duplicado

Também: Duplicate content, Páginas duplicadas

Conteúdo duplicado são páginas iguais ou muito parecidas acessíveis por endereços diferentes. O Google escolhe uma delas como canônica para mostrar na busca, e as outras ficam fora dos resultados.

Ler explicação

Duplicação é comum e quase sempre técnica: parâmetros de URL, versões com e sem "www", páginas de impressão. A forma de lidar é indicar a versão principal com URL canônica ou redirecionamento.

Exemplo: /produto?cor=azul e /produto mostrando o mesmo conteúdo.

Página completa: Conteúdo duplicado →

Conteúdo e autoridade

Conteúdo útil

Também: Helpful content, Conteúdo focado nas pessoas

Conteúdo útil é o conteúdo criado para ajudar pessoas, e não para manipular o ranking. É o tipo de conteúdo que os sistemas do Google buscam priorizar.

Ler explicação

O Google sugere perguntas para avaliar o próprio conteúdo: ele traz informação original, uma análise completa, algo além do óbvio? Quem lê sai satisfeito? Foi feito para pessoas ou só para buscadores?

Para os recursos de IA, o Google recomenda conteúdo útil, confiável e que não seja genérico, o mesmo critério da busca tradicional.

Exemplo: Um artigo que relata um teste próprio, com método e resultados, tende a ser mais útil do que um resumo de outros textos sobre o mesmo assunto.

Página completa: Conteúdo útil →

SEO técnico

Core Web Vitals

Também: Métricas Essenciais da Web, CWV

Core Web Vitals são três métricas do Google que medem a experiência real de carregamento, resposta e estabilidade visual de uma página: LCP, INP e CLS.

Ler explicação

O limite considerado bom é: LCP de até 2,5 segundos, INP de até 200 milissegundos e CLS de até 0,1, medidos no percentil 75 das visitas, separando celular e computador.

O Google diz que essas métricas estão alinhadas ao que os seus sistemas de ranking buscam recompensar e recomenda bons resultados, mas elas são apenas uma parte da experiência na página. Conteúdo relevante continua sendo o principal.

Exemplo: O relatório "Core Web Vitals" do Search Console mostra quais grupos de páginas estão bons, precisam de melhoria ou estão ruins.

Página completa: Core Web Vitals →

Crawlers e acesso

Crawl budget

Também: Orçamento de rastreamento

Crawl budget é o conjunto de páginas que o Google pode e quer rastrear num site. Combina o limite de capacidade (quanto o servidor aguenta) com a demanda de rastreamento (quanto o Google quer rastrear).

Ler explicação

O Google indica que o tema importa principalmente para sites grandes (mais de 1 milhão de páginas que mudam com frequência) ou médios com milhares de páginas que mudam todo dia. Para sites menores, manter o sitemap atualizado e acompanhar o relatório de indexação costuma bastar.

Exemplo: Um e-commerce com milhões de URLs de filtros pode desperdiçar rastreamento em páginas sem valor.

Página completa: Crawl budget →

Crawlers e acesso

Crawler

Também: Robô, Spider, Rastreador

Crawler é um programa que visita páginas da web automaticamente, seguindo links, para coletar conteúdo. Buscadores usam crawlers para montar seus índices, e empresas de IA os usam para busca, para treinar modelos ou para abrir páginas a pedido de usuários.

Ler explicação

O Google define crawler, também chamado de robô ou spider, como um termo genérico para programas que examinam sites automaticamente. Cada crawler se identifica pelo cabeçalho user-agent da requisição. Os crawlers do Google também podem ser verificados pelo endereço IP e pelo DNS reverso.

No contexto de IA, é útil separar os crawlers por finalidade: os de busca (que permitem aparecer e ser citado nas respostas), os de treinamento de modelos e os que buscam uma página no momento em que um usuário pede. Cada um pode ser liberado ou bloqueado separadamente no robots.txt.

Exemplo: Googlebot rastreia para a Busca do Google; OAI-SearchBot, para a busca do ChatGPT; GPTBot coleta conteúdo que pode ser usado no treinamento dos modelos da OpenAI.

Página completa: Crawler →

Dados e medição

CTR

Também: Click-Through Rate, Taxa de cliques

CTR (Click-Through Rate) é a taxa de cliques: o número de cliques dividido pelo número de impressões. Mostra que parcela de quem viu o resultado clicou nele.

Ler explicação

CTR baixo com boa posição costuma indicar título ou descrição pouco atraentes, ou uma busca que já é resolvida na própria página de resultados. A Matriz de oportunidades Fan-Out usa o CTR para sugerir onde vale melhorar título e resposta direta.

Exemplo: 30 cliques em 1.000 impressões dão CTR de 3%.

Página completa: CTR →

D

SEO técnico

Dados estruturados

Também: Structured data, Marcação Schema.org, JSON-LD

Dados estruturados são um formato padronizado para descrever o conteúdo de uma página para buscadores, por exemplo dizendo que ela é um artigo, uma receita ou um produto. O Google recomenda o formato JSON-LD, com o vocabulário Schema.org.

Ler explicação

Os dados estruturados ajudam o Google a entender a página e podem torná-la elegível a resultados com mais recursos visuais, os rich results. Elegibilidade não é garantia: é preciso incluir as propriedades obrigatórias e seguir as diretrizes.

Para os recursos de IA, o Google é direto: dados estruturados não são obrigatórios e não existe uma marcação especial de Schema.org para aparecer na busca generativa. Ainda assim, recomenda continuar usando como parte da estratégia de SEO. Os dados devem sempre corresponder ao que está visível na página.

{
  "@context": "https://schema.org",
  "@type": "DefinedTerm",
  "name": "Query Fan-Out",
  "description": "Técnica em que um sistema de busca com IA cria várias consultas relacionadas a partir de uma pergunta."
}
Página completa: Dados estruturados →

E

Conteúdo e autoridade

E-E-A-T

Também: Experiência, especialização, autoridade e confiabilidade

E-E-A-T é a sigla em inglês para experiência, especialização, autoridade e confiabilidade. São os aspectos que o Google usa para descrever conteúdo útil e confiável. A confiabilidade é o mais importante dos quatro.

Ler explicação

O Google afirma que E-E-A-T em si não é um fator de ranking específico, mas que seus sistemas usam uma combinação de fatores para identificar conteúdo com boa experiência, especialização, autoridade e confiabilidade. Os outros três aspectos contribuem para a confiança, e um conteúdo não precisa demonstrar todos.

Os avaliadores de qualidade do Google são treinados para analisar E-E-A-T, mas não controlam o ranking: seus dados não são usados diretamente nos algoritmos e servem para indicar se os sistemas estão funcionando bem.

Na prática, sinais como autoria clara, experiência real com o tema, fontes citadas e datas de atualização ajudam o leitor a avaliar a confiabilidade do conteúdo.

Exemplo: Um artigo sobre um experimento que mostra quem fez, quando, como foi feito, os dados e as limitações oferece mais sinais de confiabilidade do que um texto sem autoria nem fontes.

Página completa: E-E-A-T →

Fundamentos de IA

Embeddings

Também: Representações vetoriais, Vetores semânticos

Embeddings são representações numéricas (vetores) de palavras, frases ou documentos que capturam relações de significado. Textos com sentido parecido ficam próximos nesse espaço, o que permite buscar por significado e não só por palavras iguais.

Ler explicação

O Google define embeddings como representações de menor dimensão de dados esparsos, com vetores densos que capturam relações semânticas.

Sistemas de busca e de RAG usam embeddings para encontrar trechos relevantes mesmo quando a pergunta e o texto não usam as mesmas palavras.

Exemplo: "Tênis para corrida" e "calçado para correr" usam palavras diferentes, mas seus embeddings ficam próximos, porque o significado é parecido.

Página completa: Embeddings →

Conteúdo e autoridade

Entidade

Também: Entity, Entidade nomeada

Entidade é algo do mundo real que pode ser identificado de forma única, como uma pessoa, empresa, lugar ou conceito. Buscadores e IAs organizam o conhecimento em entidades e suas relações, e não só em palavras.

Ler explicação

O Google apresentou essa mudança em 2012 com o Knowledge Graph e a ideia de "coisas, não strings". Para sites, deixar claro quem é a entidade (nome, o que faz, perfis oficiais) ajuda buscadores e assistentes a não confundi-la com outras.

Exemplo: "Renato Chaves", a pessoa, é uma entidade com cargo, área de atuação e perfis ligados a ela.

Página completa: Entidade →

SEO técnico

Erro 404

Também: 404, Página não encontrada, 410, Soft 404

Erro 404 é a resposta de um servidor quando a página não existe. O Google não indexa endereços com 404 (ou 410) e remove do índice os que já estavam lá.

Ler explicação

O Google trata da mesma forma todos os erros 4xx, exceto o 429. Já o "soft 404" é uma página que responde como se existisse (código 200), mas mostra conteúdo de erro ou vazio; o Search Console aponta esses casos.

404 é uma resposta normal para páginas que deixaram de existir. Quando há uma página equivalente, um redirecionamento permanente é melhor.

Exemplo: Um produto descontinuado sem substituto pode responder 404; um produto trocado por um novo modelo pode redirecionar para ele.

Página completa: Erro 404 →

F

Busca com IA

Featured snippet

Também: Snippet em destaque, Posição zero

Featured snippet é o resultado em destaque do Google em que o trecho da página aparece antes do título e do link, respondendo diretamente à busca. A escolha é automática; não existe marcação para pedir um.

Ler explicação

O Google decide quando uma página serve bem como snippet em destaque. Para evitar, dá para usar nosnippet (sem nenhum trecho) ou um max-snippet baixo, que diminui a chance mas não garante.

Exemplo: Na busca "o que é robots.txt", o Google pode destacar uma definição curta tirada de uma página, com o link logo abaixo.

Página completa: Featured snippet →

Fundamentos de IA

Fine-tuning

Também: Ajuste fino

Fine-tuning é o treinamento adicional de um modelo já pré-treinado com um conjunto de dados específico, para que ele passe a seguir padrões, estilo ou conhecimento daquele conjunto.

Ler explicação

Assistentes como o Claude já passaram por ajuste fino para se comportar como assistentes úteis. Empresas usam fine-tuning para adaptar modelos a um domínio ou tarefa, mas ele exige dados cuidadosos e pode afetar o desempenho e os vieses do modelo.

Fine-tuning é diferente de RAG: no ajuste fino, o conhecimento entra no modelo; no RAG, ele é buscado no momento da pergunta.

Exemplo: Treinar um modelo com milhares de respostas de atendimento de uma empresa para que ele responda no mesmo tom.

Página completa: Fine-tuning →

G

Fundamentos de IA

GEO

Também: Generative Engine Optimization, Otimização para mecanismos generativos

GEO (Generative Engine Optimization) é o conjunto de práticas para aumentar a chance de um conteúdo ser encontrado, usado e citado nas respostas de mecanismos generativos, como assistentes de IA e recursos de IA dos buscadores.

Ler explicação

O termo foi proposto em 2023 por pesquisadores de Princeton, Georgia Tech, Allen Institute for AI e IIT Delhi, no artigo "GEO: Generative Engine Optimization", aceito na conferência KDD 2024. O artigo chama de mecanismos generativos os sistemas que respondem perguntas combinando informações de várias fontes e resumindo-as com modelos de linguagem.

GEO não substitui o SEO. Os recursos de IA do Google, por exemplo, usam páginas que já estão indexadas e aptas a aparecer na Busca. Por isso, rastreamento, indexação e conteúdo útil continuam sendo a base. A diferença é o objetivo: além de aparecer numa lista de resultados, o conteúdo precisa ser fácil de entender, extrair e citar dentro de uma resposta gerada.

Ainda não existe um conjunto de práticas comprovado e estável. Muitas recomendações de GEO são hipóteses, e é isso que o laboratório GEO 365 se propõe a testar em público.

Exemplo: Uma página que responde "o que é Query Fan-Out" logo no primeiro parágrafo, com definição clara e fontes, tende a ser mais fácil de citar do que uma página que só chega à resposta depois de vários parágrafos de introdução.

Página completa: GEO →

Dados e medição

Google Analytics 4

Também: GA4, Google Analytics

Google Analytics 4 (GA4) é a ferramenta de análise do Google que mede visitas e comportamento em sites e apps. Usa um modelo baseado em eventos, em vez de sessões.

Ler explicação

Cada interação (ver página, clicar, rolar, enviar formulário) é um evento. O GA4 mostra de onde vêm as visitas (canais como busca orgânica) e o que as pessoas fazem no site. Ele complementa o Search Console: o Search Console mostra o que acontece na Busca; o GA4, o que acontece depois do clique.

Exemplo: Este site usa o GA4 só com consentimento do visitante, por meio do Consent Mode.

Página completa: Google Analytics 4 →

Dados e medição

Google Search Console

Também: GSC, Search Console

Google Search Console é um serviço gratuito do Google que ajuda a monitorar, manter e corrigir a presença de um site nos resultados da Pesquisa Google.

Ler explicação

Ele mostra consultas, cliques, impressões e posição; quais páginas estão indexadas e por que outras não estão; problemas de experiência e de dados estruturados. Não é preciso se cadastrar nele para aparecer no Google, mas ele é a principal fonte de dados do próprio Google sobre um site.

O tráfego vindo de AI Overviews e AI Mode entra no relatório de Desempenho, no tipo de pesquisa Web. O Gerador de Regex para GSC e a Matriz de oportunidades Fan-Out ajudam a analisar as consultas desse relatório.

Exemplo: No relatório de Desempenho, filtrar consultas com regex mostra perguntas longas que já trazem visitas ao site.

Página completa: Google Search Console →

Crawlers e acesso

Google-Extended

Google-Extended é um token do robots.txt que permite ao site decidir se o conteúdo rastreado pelo Google pode ser usado para treinar futuros modelos Gemini e para grounding no app Gemini e no Vertex AI. Ele não afeta a presença nem o ranking na Busca do Google.

Ler explicação

Diferente de outros crawlers, o Google-Extended não tem um robô próprio nem um user-agent na requisição: o rastreamento é feito pelos crawlers normais do Google, e o token serve só para dar a instrução no robots.txt.

O Google afirma que o Google-Extended não interfere na inclusão do site na Busca e não é usado como sinal de ranking. Bloqueá-lo, portanto, não tira o site dos resultados de busca.

User-agent: Google-Extended
Disallow: /
Página completa: Google-Extended →

Crawlers e acesso

Googlebot

Também: Robô do Google

Googlebot é o nome genérico dos robôs que rastreiam a web para a Pesquisa Google, em versões para celular e computador. Ele também é a base dos AI Overviews e do AI Mode.

Ler explicação

Como o Google indexa principalmente a versão para celular dos sites, a maior parte das visitas vem do Googlebot Smartphone. Bloquear o Googlebot no robots.txt tira o site da Busca, e com isso dos recursos de IA que dependem dela.

O user-agent pode ser imitado; o Google recomenda verificar visitas pelo DNS reverso do IP. O Gerador de robots.txt e llms.txt para IA mantém o Googlebot liberado por padrão.

# Regras específicas para o robô de busca do Google
User-agent: Googlebot
Allow: /
Página completa: Googlebot →

Crawlers e acesso

GPTBot

GPTBot é o crawler da OpenAI que coleta conteúdo da web que pode ser usado para treinar os modelos de IA generativa da empresa. Bloqueá-lo no robots.txt indica que o conteúdo do site não deve ser usado em treinamento.

Ler explicação

A OpenAI tem crawlers diferentes para finalidades diferentes, e cada configuração no robots.txt é independente das outras. Bloquear o GPTBot não tira o site da busca do ChatGPT, que depende do OAI-SearchBot.

Bloquear ou liberar o treinamento é uma decisão de negócio de cada site: não há relação comprovada entre liberar o GPTBot e ser citado nas respostas.

Exemplo: Um site pode liberar o OAI-SearchBot (para aparecer na busca do ChatGPT) e bloquear o GPTBot (para não ceder conteúdo ao treinamento).

Página completa: GPTBot →

Fundamentos de IA

Grounding

Também: Ancoragem, Fundamentação

Grounding é a prática de basear a resposta de um modelo de IA em fontes externas recuperadas no momento da pergunta, como resultados de busca ou documentos, para torná-la mais precisa, atual e verificável.

Ler explicação

O Google trata grounding e RAG como a mesma técnica: recuperar informações relevantes e usá-las para melhorar a qualidade, a precisão e a atualidade das respostas de IA.

Sem grounding, o modelo responde apenas com o que aprendeu no treinamento, que pode estar desatualizado. Com grounding, ele consulta fontes antes de responder e pode mostrar links para elas. É por isso que estar acessível a crawlers de busca e ser indexável importa para aparecer em respostas de IA.

Exemplo: Uma pergunta sobre o resultado de um jogo de ontem só pode ser bem respondida se o modelo buscar fontes atuais: isso é grounding.

Página completa: Grounding →

H

SEO técnico

hreflang

Também: Versões localizadas

hreflang é a anotação que informa ao Google quais páginas são versões da mesma página em outros idiomas ou regiões, para que cada pessoa receba a versão certa na busca.

Ler explicação

Pode ser declarado de três formas equivalentes: no <head> do HTML, no cabeçalho HTTP ou no sitemap. O valor x-default indica a página para quem não se encaixa em nenhuma versão, como um seletor de idioma.

Exemplo: <link rel="alternate" hreflang="en" href="https://seusite.com/en/">

Página completa: hreflang →

SEO técnico

HTTPS

Também: HTTP seguro, SSL/TLS

HTTPS é a versão segura do protocolo da web, que criptografa a comunicação entre o navegador e o site. O Google o considera um dos sinais de experiência na página.

Ler explicação

Segundo o Google, a experiência na página reúne Core Web Vitals e sinais como compatibilidade com dispositivos móveis, ausência de intersticiais invasivos e HTTPS. O Search Console tem um relatório que mostra quais páginas são servidas em HTTPS e os problemas que impedem isso.

Exemplo: O cadeado na barra do navegador indica que a página usa HTTPS.

Página completa: HTTPS →

I

Fundamentos de IA

IA multimodal

Também: Modelo multimodal, Multimodal

IA multimodal é um modelo que recebe ou gera mais de um tipo de dado, como texto, imagem, áudio ou vídeo. Um assistente que entende uma foto e responde em texto é multimodal.

Ler explicação

Buscas com IA multimodal permitem perguntar com uma imagem ou combinar imagem e texto. Para sites, isso aumenta a importância de imagens com texto alternativo descritivo e contexto claro na página.

Exemplo: Fotografar uma planta e perguntar ao assistente como cuidar dela.

Página completa: IA multimodal →

Dados e medição

Impressões

Também: Impressions

Impressão, no Search Console, é cada vez que um link do seu site aparece num resultado da Pesquisa Google para alguém. Mede quantas vezes o site foi visto, não clicado.

Ler explicação

Impressões indicam demanda e visibilidade: um tema com muitas impressões e poucos cliques pode pedir um título melhor ou uma posição mais alta.

Exemplo: Se o site apareceu 1.000 vezes na busca e recebeu 30 cliques, foram 1.000 impressões e CTR de 3%.

Página completa: Impressões →

SEO técnico

Indexação

Também: Indexing, Índice do Google

Indexação é a etapa em que o buscador analisa uma página rastreada e guarda suas informações no índice, a base de dados de onde saem os resultados. Página não indexada não aparece na busca.

Ler explicação

O Google descreve três etapas: rastreamento, indexação e exibição dos resultados. Na indexação, ele analisa textos, imagens e vídeos da página e armazena essas informações no índice do Google.

Indexação não é garantida: nem toda página processada pelo Google é indexada. O relatório de páginas do Search Console mostra quais páginas estão no índice e por que outras ficaram de fora.

Exemplo: Uma página nova pode ser rastreada hoje e só aparecer na busca dias depois, quando é indexada, ou não aparecer, se o Google a considerar duplicada de outra.

Página completa: Indexação →

Crawlers e acesso

IndexNow

Também: Index Now

IndexNow é um protocolo que permite ao site avisar os buscadores participantes, de imediato, quando uma página é criada, alterada ou removida, para que ela seja rastreada mais cedo.

Ler explicação

Participam buscadores como Microsoft Bing, Naver, Seznam.cz, Yandex e Yep. O site do protocolo não lista o Google entre os participantes; para o Google, os caminhos continuam sendo sitemap, links e Search Console.

Exemplo: Ao publicar um artigo, o site envia o endereço por IndexNow e o Bing o rastreia sem esperar a próxima visita.

Página completa: IndexNow →

SEO técnico

INP

Também: Interaction to Next Paint

INP (Interaction to Next Paint) é a métrica de Core Web Vitals que mede a resposta da página às interações, como cliques, toques e teclas. O bom é até 200 milissegundos; acima de 500 é considerado ruim.

Ler explicação

O INP observa a demora de todas as interações durante a visita e considera a pior, desprezando valores extremos. Ele substituiu o FID (First Input Delay) como métrica de resposta das Core Web Vitals.

Excesso de JavaScript executando ao mesmo tempo é a causa mais comum de INP alto.

Exemplo: Um botão "Adicionar ao carrinho" que demora para reagir ao toque piora o INP.

Página completa: INP →

Conteúdo e autoridade

Intenção de busca

Também: Search intent, Intenção do usuário

Intenção de busca é o objetivo por trás de uma consulta: aprender algo, comparar opções, comprar, chegar a um site específico ou encontrar um lugar. Conteúdo que atende à intenção tende a ser mais útil para quem busca.

Ler explicação

A mesma palavra pode ter intenções diferentes: "MBA em IA" pode ser uma pesquisa para entender o curso ou para se matricular. Olhar quais tipos de página aparecem na primeira página do Google para a consulta ajuda a perceber a intenção dominante.

Em buscas com IA, perguntas longas costumam trazer a intenção de forma mais explícita, com contexto e restrições.

Exemplo: "Como funciona o robots.txt" pede uma explicação; "gerador de robots.txt" pede uma ferramenta.

Página completa: Intenção de busca →

J

Fundamentos de IA

Janela de contexto

Também: Context window

Janela de contexto é a quantidade de texto, medida em tokens, que um modelo de linguagem consegue considerar de uma vez ao gerar uma resposta. Funciona como a memória de trabalho do modelo.

Ler explicação

A janela de contexto é diferente dos dados de treino: é o que o modelo "tem à mão" naquela conversa, incluindo a pergunta, as instruções e os documentos recuperados. Janelas maiores permitem lidar com textos mais longos; quando o limite é atingido, parte do conteúdo fica de fora.

Exemplo: Num sistema de RAG, os trechos recuperados de páginas da web precisam caber na janela de contexto junto com a pergunta.

Página completa: Janela de contexto →

SEO técnico

JSON-LD

Também: JavaScript Object Notation for Linked Data

JSON-LD é um formato baseado em JSON para descrever dados ligados, padronizado pelo W3C. É o formato que o Google recomenda para os dados estruturados de uma página.

Ler explicação

O JSON-LD fica num bloco <script type="application/ld+json"> separado do conteúdo visível, o que facilita manter os dados sem mexer no HTML. Ele usa o vocabulário Schema.org para dizer o que a página é: um artigo, um produto, uma pessoa, uma lista de perguntas.

Os dados precisam corresponder ao que está visível na página.

{
  "@context": "https://schema.org",
  "@type": "Person",
  "name": "Renato Chaves"
}
Página completa: JSON-LD →

K

Fundamentos de IA

Knowledge cutoff

Também: Data de corte, Corte de conhecimento, Training data cutoff

Knowledge cutoff é a data até a qual um modelo de linguagem tem conhecimento confiável, porque é até ali que vão os dados usados no treinamento. Fatos posteriores só entram na resposta se o sistema buscar fontes atuais.

Ler explicação

A Anthropic, por exemplo, diferencia o "reliable knowledge cutoff" (a data até a qual o conhecimento do modelo é mais extenso e confiável) do "training data cutoff" (o período mais amplo dos dados de treino). Para fatos recentes, os assistentes dependem de busca na web, ou seja, de grounding.

Por isso, conteúdo novo de um site só aparece nas respostas se puder ser encontrado por esses sistemas de busca.

Exemplo: Um modelo com corte em junho não sabe de um lançamento de setembro, a menos que busque a informação na web.

Página completa: Knowledge cutoff →

Conteúdo e autoridade

Knowledge Graph

Também: Grafo de conhecimento, Gráfico de conhecimento

Knowledge Graph é a base de conhecimento do Google sobre entidades do mundo real e as relações entre elas. Ajuda a Busca a entender a que uma consulta se refere, além das palavras usadas.

Ler explicação

O Google lançou o Knowledge Graph em 2012. É dele que vêm, por exemplo, os painéis de informação sobre pessoas, empresas e lugares que aparecem ao lado dos resultados.

Exemplo: Buscar o nome de um museu e ver um painel com endereço, horário e fotos.

Página completa: Knowledge Graph →

L

SEO técnico

LCP

Também: Largest Contentful Paint

LCP (Largest Contentful Paint) é a métrica de Core Web Vitals que mede quanto tempo o maior elemento visível da página, geralmente uma imagem ou bloco de texto, leva para aparecer. O bom é até 2,5 segundos.

Ler explicação

O LCP representa a percepção de carregamento: quando o conteúdo principal fica visível. Imagens pesadas, servidor lento e recursos que bloqueiam a renderização costumam piorar o LCP.

Exemplo: Numa página de artigo, o LCP costuma ser a imagem de capa ou o título principal.

Página completa: LCP →

Conteúdo e autoridade

Link interno

Também: Internal link, Linkagem interna

Link interno é um link de uma página para outra do mesmo site. Ajuda pessoas e buscadores a encontrar páginas e entender como os conteúdos se relacionam.

Ler explicação

O Google recomenda que toda página importante receba link de pelo menos uma outra página do site. Os links precisam ser elementos <a> com href, e o texto do link deve descrever o destino de forma clara e concisa, sem "clique aqui" e sem excesso de palavras-chave.

Exemplo: Neste glossário, cada termo aponta para termos relacionados e para as ferramentas do GEO 365.

Página completa: Link interno →

Fundamentos de IA

LLM

Também: Large Language Model, Modelo de linguagem de grande escala

LLM (Large Language Model) é um modelo de inteligência artificial treinado com grandes volumes de texto para prever a próxima parte de uma sequência. É a tecnologia por trás de assistentes como ChatGPT, Claude e Gemini.

Ler explicação

Um modelo de linguagem estima a probabilidade de um token, que pode ser uma palavra, um pedaço de palavra ou um caractere, aparecer numa sequência. Ao repetir essa previsão token a token, o modelo gera textos.

O "grande" se refere à escala do modelo e dos dados de treinamento. Sozinho, um LLM só conhece o que aprendeu até o fim do treinamento. Em buscas, ele costuma ser combinado com recuperação de informações (RAG ou grounding) para responder com fontes atuais.

Exemplo: Ao completar a frase "A capital do Brasil é", um LLM atribui alta probabilidade ao token "Brasília".

Página completa: LLM →

Crawlers e acesso

llms.txt

llms.txt é uma proposta de arquivo em Markdown, colocado na raiz do site, que oferece a modelos de linguagem um guia curto do site com links para as páginas mais importantes. É uma convenção sugerida, não um padrão adotado pelos buscadores.

Ler explicação

A proposta foi publicada por Jeremy Howard em setembro de 2024. O arquivo tem um título, um resumo opcional e seções com listas de links, de preferência para versões limpas das páginas, para que agentes encontrem a informação sem precisar interpretar todo o HTML.

O Google afirma que não é preciso criar arquivos especiais para IA para aparecer na Busca e que a Busca do Google ignora esses arquivos: eles não ajudam nem prejudicam a visibilidade.

# Minha Empresa
> Consultoria de marketing digital para pequenas empresas.

## Conteúdo
- [Serviços](https://minhaempresa.com.br/servicos): o que oferecemos
- [Blog](https://minhaempresa.com.br/blog): artigos e guias
Página completa: llms.txt →

M

Fundamentos de IA

MCP

Também: Model Context Protocol

MCP (Model Context Protocol) é um padrão aberto para conectar aplicações de IA a sistemas externos, como bancos de dados, arquivos, ferramentas e serviços, de forma padronizada.

Ler explicação

O projeto compara o MCP a uma porta USB-C para aplicações de IA: em vez de uma integração diferente para cada serviço, um mesmo protocolo. Assistentes como Claude e ChatGPT e ferramentas de desenvolvimento já o suportam.

Para empresas, o MCP abre a possibilidade de agentes de IA consultarem catálogos, estoques ou agendas diretamente, sem passar pelo site.

Exemplo: Um assistente que consulta o Google Agenda e o Notion do usuário para organizar a semana.

Página completa: MCP →

SEO técnico

Meta robots

Também: Meta tag robots, X-Robots-Tag

Meta robots é a tag no <head> de uma página que diz aos buscadores como indexá-la e exibi-la, com instruções como noindex, nosnippet e max-snippet. O mesmo controle pode ser enviado pelo cabeçalho HTTP X-Robots-Tag.

Ler explicação

Enquanto o robots.txt controla o rastreamento do site inteiro, a meta robots controla o que acontece com uma página específica. Algumas instruções comuns: noindex (não mostrar nos resultados), nosnippet (não mostrar trecho de texto) e max-snippet (limitar o tamanho do trecho).

O Google indica esses mesmos controles para limitar o uso do conteúdo de uma página nos recursos de IA da Busca.

Exemplo: <meta name="robots" content="max-snippet:160"> limita o trecho exibido a 160 caracteres.

Página completa: Meta robots →

N

SEO técnico

noindex

Também: Meta noindex

noindex é a instrução que pede ao buscador para não mostrar uma página nos resultados. Pode ser colocada numa meta tag robots ou no cabeçalho HTTP X-Robots-Tag.

Ler explicação

Para o noindex funcionar, o robô precisa conseguir acessar a página: se ela estiver bloqueada no robots.txt, a instrução não é lida, e o endereço ainda pode aparecer na busca por causa de links de outros sites.

É útil para páginas que não devem ser encontradas na busca, como resultados internos, áreas de teste ou páginas de agradecimento.

Exemplo: <meta name="robots" content="noindex"> no <head> da página.

Página completa: noindex →

SEO técnico

nosnippet

Também: Data-nosnippet

nosnippet é a instrução que pede ao Google para não mostrar trecho de texto nem prévia de vídeo de uma página nos resultados. Também vale para os recursos de IA da Busca.

Ler explicação

Pode ser colocada na meta robots ou no X-Robots-Tag. O atributo data-nosnippet faz o mesmo só para partes específicas da página. Para limitar sem bloquear, existe o max-snippet.

Exemplo: <meta name="robots" content="nosnippet">

Página completa: nosnippet →

O

Crawlers e acesso

OAI-SearchBot

OAI-SearchBot é o crawler da OpenAI usado para a busca do ChatGPT. Sites que querem aparecer nos resultados de busca do ChatGPT devem permitir esse robô no robots.txt.

Ler explicação

Segundo a OpenAI, sites que bloqueiam o OAI-SearchBot não aparecem nas respostas da busca do ChatGPT, embora ainda possam aparecer como links de navegação. A empresa informa que pode levar cerca de 24 horas para seus sistemas refletirem uma mudança no robots.txt.

O OAI-SearchBot é independente do GPTBot (treinamento) e do ChatGPT-User, que abre páginas quando um usuário pede. Como as visitas do ChatGPT-User são iniciadas por pessoas, a OpenAI avisa que as regras do robots.txt podem não se aplicar a elas.

User-agent: OAI-SearchBot
Allow: /
Página completa: OAI-SearchBot →

P

Conteúdo e autoridade

Página pilar

Também: Pillar page

Página pilar é a página principal de um cluster de conteúdo: trata o tema de forma ampla e leva, por links, às páginas que aprofundam cada subtema.

Ler explicação

Assim como o cluster, é uma prática de organização de conteúdo, sem definição oficial dos buscadores. Uma boa página pilar responde à pergunta geral e serve de índice para o restante.

Exemplo: A página "GEO" deste site, que reúne os artigos sobre o tema.

Página completa: Página pilar →

Conteúdo e autoridade

Palavra-chave

Também: Keyword, Termo de busca

Palavra-chave é a palavra ou expressão que as pessoas digitam ou falam ao buscar algo. Em SEO, é usada para entender como o público procura um assunto e escrever conteúdo com os termos que ele usa.

Ler explicação

O Google recomenda pensar nas palavras que uma pessoa usaria para encontrar o conteúdo, lembrando que iniciantes e especialistas podem usar termos diferentes. Os sistemas de linguagem do Google também conseguem ligar uma página a consultas que não usam exatamente as mesmas palavras.

Por isso, repetir uma palavra-chave não ajuda; cobrir bem o assunto, com a linguagem do público, ajuda.

Exemplo: Quem é iniciante busca "como aparecer no Google"; quem é da área busca "como indexar páginas".

Página completa: Palavra-chave →

Crawlers e acesso

PerplexityBot

Também: Robô do Perplexity

PerplexityBot é o robô do Perplexity que encontra e lista sites nos resultados de busca do Perplexity. Segundo a empresa, ele não é usado para coletar conteúdo para treinar modelos.

Ler explicação

O Perplexity também usa o Perplexity-User, que visita páginas quando um usuário faz uma pergunta. Por ser uma visita iniciada por uma pessoa, a empresa avisa que esse robô geralmente ignora o robots.txt.

User-agent: PerplexityBot
Allow: /
Página completa: PerplexityBot →

Dados e medição

Posição média

Também: Average position

Posição média, no Search Console, é a posição relativa do link do site nos resultados do Google, calculada a partir da posição mais alta em que ele apareceu em cada busca.

Ler explicação

Para cada consulta, o Search Console considera a posição mais alta do site naquela exibição e depois tira a média. Por isso, posição média 2,5 não quer dizer que o site esteve sempre entre o 2º e o 3º lugar.

Exemplo: Se numa busca o site apareceu nas posições 2, 4 e 6, conta a posição 2; com outra busca em que apareceu na 3, a média fica 2,5.

Página completa: Posição média →

Fundamentos de IA

Prompt

Também: Instrução, Comando

Prompt é o texto que uma pessoa ou sistema envia a um modelo de linguagem para orientar a resposta. Pode ser uma pergunta curta ou um texto longo com instruções, exemplos e documentos.

Ler explicação

Em buscas com IA, o prompt é a pergunta da pessoa, que o sistema pode transformar em várias consultas (Query Fan-Out) antes de responder. Prompts mais específicos tendem a produzir respostas mais específicas.

Exemplo: "Compare MBA e mestrado profissional para quem quer mudar de área" é um prompt.

Página completa: Prompt →

Q

Busca com IA

Query Fan-Out

Também: Fan-out de consultas, Fan-Out Queries

Query Fan-Out é a técnica em que um sistema de busca com IA cria várias consultas relacionadas a partir de uma pergunta e as executa ao mesmo tempo, para reunir informações de subtemas e fontes diferentes antes de montar a resposta.

Ler explicação

O Google descreve o fan-out como um conjunto de consultas relacionadas e simultâneas, geradas pelo modelo para pedir mais informação e buscar mais resultados. Segundo a documentação, AI Overviews e AI Mode podem usar essa técnica, o que permite mostrar um conjunto maior e mais variado de links do que a busca tradicional.

Na prática, uma página pode ser usada numa resposta mesmo sem aparecer para a pergunta original, porque foi encontrada por uma das subconsultas.

O Search Console não mostra individualmente as subconsultas de fan-out. Filtrar consultas longas no relatório de Desempenho ajuda a encontrar perguntas detalhadas, mas não prova uso de IA. O Gerador de Regex para GSC monta esse filtro.

Exemplo: A documentação do Google cita a pergunta "como consertar um gramado cheio de ervas daninhas", que pode gerar subconsultas como "melhores herbicidas para gramado", "remover ervas daninhas sem químicos" e "como prevenir ervas daninhas no gramado".

Página completa: Query Fan-Out →

R

Fundamentos de IA

RAG

Também: Retrieval-Augmented Generation, Geração aumentada por recuperação

RAG (Retrieval-Augmented Generation) é uma técnica em que o sistema de IA primeiro recupera trechos relevantes de uma base de documentos ou da web e depois gera a resposta usando esses trechos como apoio.

Ler explicação

O termo foi apresentado em 2020 no artigo "Retrieval-Augmented Generation for Knowledge-Intensive NLP Tasks", de Lewis e colegas. A ideia é combinar o que o modelo aprendeu no treinamento com uma memória externa consultada no momento da pergunta.

Na documentação do Google, RAG aparece como sinônimo de grounding: uma técnica para melhorar a qualidade, a precisão e a atualidade das respostas. Para quem produz conteúdo, a consequência prática é que trechos claros e autossuficientes são mais fáceis de recuperar e usar.

Exemplo: Um assistente de atendimento que busca a política de trocas atual da loja antes de responder ao cliente está usando RAG.

Página completa: RAG →

SEO técnico

Rastreamento

Também: Crawling

Rastreamento é a etapa em que robôs, como o Googlebot, visitam páginas da web e baixam seu conteúdo para que o buscador possa analisá-las. É o primeiro passo para uma página aparecer na busca.

Ler explicação

O Google encontra páginas novas principalmente seguindo links e lendo sitemaps, e usa programas automáticos, os crawlers, para baixar textos, imagens e vídeos. O robots.txt pode pedir que certas partes não sejam rastreadas.

O Google afirma que não aceita pagamento para rastrear um site com mais frequência ou para posicioná-lo melhor, e que o rastreamento também não é garantido.

Exemplo: Um link de um artigo já indexado para uma página nova ajuda o Googlebot a descobrir e rastrear essa página.

Página completa: Rastreamento →

SEO técnico

Redirecionamento

Também: Redirect, 301, 308, 302

Redirecionamento leva automaticamente quem acessa um endereço para outro. Permanentes (301 e 308) indicam ao Google que o novo endereço deve ser o canônico; temporários (302, 303 e 307), não.

Ler explicação

Use redirecionamento permanente quando a mudança for definitiva, como na troca de domínio ou de URL de um artigo. Use temporário quando a mudança for passageira e o endereço original deve continuar nos resultados.

Exemplo: Este site redireciona www.renatochaves.com.br para renatochaves.com.br com 308, um redirecionamento permanente.

Página completa: Redirecionamento →

Dados e medição

Regex

Também: Expressão regular, Regular expression, RE2

Regex (expressão regular) é uma forma de descrever um padrão de texto, em vez de um texto exato. No Google Search Console, filtros com regex usam a sintaxe RE2 e permitem, por exemplo, encontrar consultas que começam com "como" ou que têm sete palavras ou mais.

Ler explicação

No relatório de Desempenho, o Search Console aceita filtros personalizados com regex, tanto para incluir quanto para excluir consultas e páginas. A correspondência é parcial e, por padrão, não diferencia maiúsculas de minúsculas.

O RE2, criado pelo Google, não aceita alguns recursos de outras linguagens de regex, como lookahead e lookbehind. Nele, \s corresponde a espaço, tabulação e quebras de linha, e \S a qualquer caractere que não seja espaço.

O Gerador de Regex para GSC cria e testa expressões que filtram consultas por número de palavras.

Exemplo: ^(?:\S+\s+){6,}\S+$ encontra consultas com sete palavras ou mais.

Página completa: Regex →

Crawlers e acesso

Renderização de JavaScript

Também: JavaScript rendering, Renderização

Renderização de JavaScript é a etapa em que o buscador executa o JavaScript de uma página para ver o conteúdo final. No Google, ela pode ficar numa fila e acontecer depois do rastreamento.

Ler explicação

O Google processa páginas com JavaScript em três fases: rastreamento, renderização e indexação. A renderização é feita por um Chromium sem interface, quando há recursos disponíveis, o que pode levar mais tempo.

O Google recomenda renderização no servidor ou pré-renderização, porque deixa o site mais rápido e porque nem todos os robôs executam JavaScript, o que inclui muitos robôs de IA.

Exemplo: Um site que monta o texto só no navegador pode aparecer vazio para um robô que não executa JavaScript.

Página completa: Renderização de JavaScript →

Fundamentos de IA

Reranking

Também: Reclassificação, Re-ranqueamento

Reranking é uma segunda etapa de filtragem em sistemas de busca e RAG: depois de recuperar vários trechos, um modelo reavalia e reordena os candidatos para entregar só os mais relevantes à resposta.

Ler explicação

A primeira busca costuma trazer muitos candidatos, rapidamente. O reranking olha cada um com mais cuidado e mantém apenas os melhores, o que melhora a qualidade e reduz custo e tempo de resposta.

Exemplo: De 150 trechos recuperados, o reranking escolhe os 20 mais relevantes para enviar ao modelo.

Página completa: Reranking →

SEO técnico

Rich results

Também: Resultados enriquecidos, Rich snippets

Rich results são resultados do Google com elementos visuais ou interativos além do título e do trecho, como notas, preços, receitas ou perguntas frequentes. Geralmente dependem de dados estruturados na página.

Ler explicação

Implementar dados estruturados torna a página elegível, mas não garante que o resultado enriquecido apareça. O Google oferece o Teste de pesquisa aprimorada para verificar a marcação.

Exemplo: Uma receita que aparece com foto, tempo de preparo e nota nos resultados.

Página completa: Rich results →

Crawlers e acesso

robots.txt

Também: Robots Exclusion Protocol, REP

robots.txt é o arquivo na raiz de um site que diz aos crawlers quais partes eles podem ou não rastrear. O formato é padronizado pela RFC 9309 e funciona como um pedido aos robôs, não como um bloqueio de acesso.

Ler explicação

O protocolo foi criado por Martijn Koster em 1994 e virou padrão da IETF em 2022, na RFC 9309. O arquivo é organizado em grupos: cada grupo indica um ou mais user-agents e as regras Allow e Disallow que valem para eles. Quando várias regras se aplicam a um endereço, vence a mais longa; em empate, Allow vence.

A própria RFC lembra que essas regras não são uma forma de autorização de acesso. Robôs bem-comportados as respeitam, mas o arquivo não protege conteúdo privado. Bloqueios feitos por firewall ou CDN também não aparecem no robots.txt.

Com a chegada das IAs, o robots.txt passou a ser usado para separar finalidades: liberar crawlers de busca e decidir, à parte, sobre os de treinamento. O Checador de crawlers de IA mostra o que o robots.txt de um site libera ou bloqueia.

User-agent: *
Allow: /
Disallow: /admin

User-agent: GPTBot
Disallow: /
Página completa: robots.txt →

S

SEO técnico

Schema.org

Também: Schema, Vocabulário Schema.org

Schema.org é o vocabulário compartilhado usado nos dados estruturados para descrever o que existe numa página, como pessoas, artigos, produtos e eventos. Foi criado por Google, Microsoft, Yahoo e Yandex.

Ler explicação

O Schema.org define os tipos (como Person e Article) e as propriedades (como name e author). O formato em que esses dados vão para a página, como o JSON-LD, é outra coisa: Schema.org é o vocabulário, JSON-LD é a forma de escrever.

Exemplo: "@type": "DefinedTerm" é o tipo do Schema.org usado nas páginas deste glossário.

Página completa: Schema.org →

SEO técnico

SEO

Também: Search Engine Optimization, Otimização para mecanismos de busca

SEO (Search Engine Optimization) é o conjunto de práticas que ajuda buscadores a encontrar, entender e mostrar o conteúdo de um site, para que ele apareça nas buscas de quem procura aquele assunto.

Ler explicação

O Google resume SEO como ajudar os mecanismos de busca a entender o conteúdo e ajudar as pessoas a encontrar o site e decidir visitá-lo. Na prática, envolve três frentes: técnica (o site pode ser rastreado e indexado), conteúdo (responde bem ao que as pessoas buscam) e autoridade (outros sites e pessoas confiam nele).

O próprio Google avisa que não existe segredo que coloque um site automaticamente em primeiro lugar. Boas práticas tornam o conteúdo mais fácil de rastrear, indexar e entender, sem garantia de posição.

Exemplo: Escrever um título claro, organizar a página com subtítulos e garantir que ela não esteja bloqueada para o Googlebot são ações básicas de SEO.

Página completa: SEO →

Conteúdo e autoridade

SERP

Também: Search Engine Results Page, Página de resultados

SERP (Search Engine Results Page) é a página de resultados que o buscador mostra para uma consulta, com resultados de texto, resultados enriquecidos, imagens, vídeos e, cada vez mais, respostas geradas por IA.

Ler explicação

No Google, a SERP combina vários elementos visuais: resultados de texto (título, endereço e trecho), resultados enriquecidos baseados em dados estruturados, AI Overviews e outros recursos. O que aparece varia conforme a consulta.

Analisar a SERP de uma busca mostra o tipo de conteúdo que o Google considera útil para ela.

Exemplo: A SERP de "previsão do tempo" mostra um painel com a previsão; a de "como fazer bolo" mostra receitas com foto e nota.

Página completa: SERP →

Busca com IA

SGE

Também: Search Generative Experience

SGE (Search Generative Experience) foi o nome do experimento do Google, lançado em 2023 no Search Labs, que testava respostas geradas por IA na Busca. A experiência evoluiu para os AI Overviews, lançados para todos nos EUA em maio de 2024.

Ler explicação

O SGE começou em inglês, nos Estados Unidos, para quem se inscrevia no Search Labs. Em 2024, o Google passou a chamar os resumos de IA de AI Overviews e a levá-los para a busca regular.

O termo ainda aparece em materiais antigos sobre SEO e IA.

Exemplo: Artigos de 2023 sobre "otimizar para o SGE" falam do que hoje são os AI Overviews.

Página completa: SGE →

Busca com IA

Share of voice em IA

Também: Visibilidade em IA, AI share of voice

Share of voice em IA é a participação de uma marca nas respostas de assistentes e buscadores com IA para um conjunto de perguntas: em quantas respostas ela é citada ou mencionada, em comparação com concorrentes.

Ler explicação

A medida depende de quais perguntas são testadas, de qual assistente, de quando e de onde a busca é feita, já que as respostas variam. Não há métrica oficial nem padrão de mercado; ferramentas diferentes chegam a números diferentes.

Por isso, vale registrar o método junto com o resultado: perguntas, datas, modelos e versões.

Exemplo: Testar 50 perguntas sobre MBA em IA em três assistentes e contar em quantas respostas cada escola aparece.

Página completa: Share of voice em IA →

SEO técnico

Sitemap XML

Também: Sitemap, Mapa do site

Sitemap XML é um arquivo que lista as páginas, vídeos e outros arquivos de um site para ajudar os buscadores a encontrá-los. Ele facilita a descoberta, mas não garante rastreamento nem indexação.

Ler explicação

Segundo o Google, sitemaps são mais úteis para sites grandes, sites novos com poucos links externos e sites com muito conteúdo de mídia. Sites pequenos e bem ligados internamente podem não precisar de um.

O endereço do sitemap pode ser enviado no Search Console e também indicado no robots.txt, com a linha Sitemap:. O Gerador de robots.txt e llms.txt para IA inclui essa linha.

Exemplo: https://seusite.com.br/sitemap.xml, com uma entrada <url> para cada página pública.

Página completa: Sitemap XML →

T

Conteúdo e autoridade

Texto âncora

Também: Anchor text

Texto âncora é o texto clicável de um link. Ajuda pessoas e buscadores a entender sobre o que é a página de destino.

Ler explicação

O Google recomenda texto descritivo, conciso e relevante para a página onde está e para a de destino. Evite "clique aqui" e "leia mais", e não force palavras-chave: excesso pode violar as políticas de spam. Em links de imagem, o texto alternativo funciona como texto âncora.

Exemplo: "veja como funciona o robots.txt" é melhor do que "clique aqui".

Página completa: Texto âncora →

Fundamentos de IA

Token

Também: Tokens

Token é a menor unidade de texto que um modelo de linguagem processa. Pode ser uma palavra, parte de uma palavra, um caractere ou um byte; textos são convertidos em tokens antes de chegar ao modelo.

Ler explicação

Limites de tamanho dos modelos, como a janela de contexto, e o custo de uso costumam ser medidos em tokens. A quantidade de caracteres por token varia conforme o modelo e o idioma.

Exemplo: Uma palavra comum pode ser um único token; uma palavra rara pode ser dividida em vários.

Página completa: Token →

Dados e medição

Tráfego orgânico

Também: Busca orgânica, Organic search

Tráfego orgânico são as visitas que chegam por links não pagos nos resultados de busca. No GA4, o canal "Organic Search" inclui também os acessos vindos dos AI Overviews e do AI Mode.

Ler explicação

É diferente da busca paga, que vem de anúncios. Como as visitas de recursos de IA da Busca entram no mesmo canal, o GA4 não separa automaticamente o que veio de um resumo de IA e o que veio de um link comum.

Exemplo: Uma pessoa que busca "gerador de robots.txt", clica no resultado do site e chega pela busca orgânica.

Página completa: Tráfego orgânico →

U

SEO técnico

URL canônica

Também: Canonical, rel=canonical, Canonicalização

URL canônica é a versão principal de uma página que tem cópias ou versões muito parecidas. Indicar a canônica ajuda o Google a escolher qual endereço mostrar na busca e a concentrar os sinais nele.

Ler explicação

O Google aceita alguns sinais para indicar a canônica: redirecionamentos (sinal forte), a anotação rel="canonical" (sinal forte) e a presença no sitemap (sinal fraco). São sinais, não ordens: se eles não forem informados ou forem contraditórios, o Google escolhe a versão que considerar melhor.

URLs com parâmetros de rastreamento, versões com e sem barra final ou páginas acessíveis por mais de um caminho são casos comuns que pedem canônica.

Exemplo: <link rel="canonical" href="https://seusite.com.br/produto"> em todas as variações de endereço daquela página.

Página completa: URL canônica →

Crawlers e acesso

User-agent

Também: Agente de usuário, Token de user-agent

User-agent é a identificação que um navegador ou robô envia a cada requisição a um site. No robots.txt, o token de user-agent é o nome usado para dar regras a um crawler específico, como GPTBot ou Googlebot.

Ler explicação

O cabeçalho HTTP User-Agent é definido pela especificação do HTTP e informa qual software faz a requisição. Crawlers usam esse cabeçalho para se identificar.

No robots.txt, cada grupo de regras começa com uma linha User-agent: seguida do nome do crawler, ou de * para todos. Pela RFC 9309, o crawler segue o grupo com o seu nome e, se não houver, o grupo geral.

O user-agent pode ser imitado por qualquer programa. Por isso, o Google também oferece verificação por IP e DNS reverso para confirmar que uma visita veio de fato dos seus crawlers. Há ainda tokens que não correspondem a nenhum robô próprio, como o Google-Extended, usados só para dar instruções no robots.txt.

# Impede o GPTBot de rastrear o site, sem afetar os outros crawlers.
User-agent: GPTBot
Disallow: /
Página completa: User-agent →

Dados e medição

UTM

Também: Parâmetros UTM, Utm_source

UTM são parâmetros adicionados ao fim de um link para que o Google Analytics saiba de qual campanha, origem e meio veio a visita. Os principais são utm_source, utm_medium e utm_campaign.

Ler explicação

O Google recomenda usar sempre os três juntos. Os valores aparecem no relatório de aquisição de tráfego e permitem comparar, por exemplo, uma newsletter e um post no LinkedIn.

Exemplo: https://renatochaves.com.br/glossario?utm_source=linkedin&utm_medium=social&utm_campaign=glossario

Página completa: UTM →

Perguntas frequentes sobre o Glossário de GEO

O que é o Glossário de GEO?

É uma lista de termos de GEO e de buscas com inteligência artificial, cada um com definição curta, explicação, exemplo e fontes. O objetivo é servir de referência rápida e confiável para quem trabalha com SEO, conteúdo e visibilidade em assistentes de IA.

O que significa GEO?

GEO é a sigla de Generative Engine Optimization, o conjunto de práticas para aumentar a chance de um conteúdo ser encontrado, usado e citado em respostas geradas por IA. O termo não tem relação com geografia ou geolocalização.

Qual a diferença entre GEO e SEO?

SEO busca posicionar páginas nos resultados dos buscadores. GEO olha para as respostas geradas por IA, em que o conteúdo precisa ser fácil de entender, extrair e citar. As duas se complementam: os recursos de IA do Google, por exemplo, usam páginas que já estão indexadas na Busca.

De onde vêm as definições?

Cada termo cita as fontes usadas, com data de acesso: documentação oficial do Google, da OpenAI e de outras empresas, padrões técnicos como a RFC 9309 e artigos acadêmicos. Os textos são escritos e revisados por Renato Chaves antes da publicação.

Como usar o glossário?

Use a busca para encontrar um termo pelo nome, por um sinônimo ou por uma palavra da definição, e os filtros para ver só uma categoria. Cada termo tem uma página própria, que pode ser compartilhada ou citada.

O glossário é atualizado?

Sim. Novos termos entram conforme o laboratório GEO 365 avança, e cada página mostra a data de publicação e de atualização do termo.